Redenção
Você já sabia que não era verdadeiro
Se render ao mundo que nos cerca
Ficar a esperar pela hora certa
Dias estranhos estão a nossa espera
Corpos confusos em memórias mal usadas
Como uma droga, você é assim
Uma tentativa insistente de repetir
Deixe-se levar a mim
Uma prisão da sua própria vontade
Não se renda ao que você pode entender
Há desenhos em nuvens no céu
Retire o véu que te encobre
Como o soar de um relâmpago
Você chora diante de mim
Você disfarça ao se vestir
Para se mostrar ao se despir
Se renda quando eu te falar
De noite você pode rir
Mergulhado no que há em si
Não se renda ao que há por vir
André Araujo Ribeiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário