Aproxime-se

Aproxime-se

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

223 # Pedinte xx

  pedinte


E quando vc esquece do seu orgulho

e oq vc conquistou no olhar dos outros

vc se esquece por outro ser, n sei oq vai restar?

Mas eu estou aqui implorando, pedindo

aqui a chamar sua atenção

estou pedindo, e deixando claro

o que quero de vc

exigir assim um favor

algo que mexe mais com vc do que com o outro

Já viu esse tipo de mendigo?

o mais desprezível, e o mais carente

eu queria só deixar claro

estou aqui implorando

pelo seu querer..,

n sei se sou um pedinte ou um prisioneiro...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

222 # N precisamos disso xx

N precisamos disso


Se me tivessem ensinado 

antes o que eu n aprendi na  escola

Talvez eu tivesse saído melhor nas provas

n estou num lugar ruim mais a vida é curta

e tempo é dinheiro e cansaço

N precisamos desse sistema de vivencia

só o que é necessário pra vivencia

n precisamos de controle consumo estudado

Mas é só uma parte do sistema que precisamos esquecer

é daquele que esta no pensamento

aquele onde vida nasce quando vc vê as coisas

é daquele que nasce sobre o pensamento

n precisamos de controle de consumo estudado

e do reforço produtivo de esforço profissional

n precisamos do controle emocional sem mente do sistema


O sistema n precisa cair , só a parte dele que n precisamos

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

221 # Tentativa xx

 Tentativa


Enquanto fumo meu cigarro
Eu vejo você chorar
Por que você se prende tanto
Em si mesmo?
Mais tarde entre a cerveja e o whiskey
Eu vejo você chorar
Onde você fixou o seu olhar?
Por que você não consegue aproveitar
Sonhar, se entregar, parar e tentar
O que está preso entre o seu olhar e o mundo
No final da noite
Com minha paciente erva
Você cansada continua a chorar
E pondero
Por que você minera o seu próprio ser e não o mundo
Talvez uma pequena ajuda vai bem
Tente, talvez você goste antes de se arrepender
O sorriso agradável no rosto do morto

André Araujo Ribeiro

220 # O instante que se apaga xx

 O instante que se apaga


Me diga onde fica sua liberdade
As ruas são campos ferteis de ideias
Você já tentou se libertar da sua moral?
Os pensamentos podem ser prisões dos desejos
Os sentimentos podem te oprimir e te fazer engasgar
Mas na fuga da realidade eu confrotei meu instante
Na fuga do instante você encontra um eu poderoso
Mas não... não podemos vencer os deuses
Lembre-se que os anjos tentaram e falharam
Fuja, fuja rapidamente
Não perca a chance de nadar no mistério
O remedio contras as correntes do tempo
Pode ser a energia que você gasta preso nas suas ideias
Fuja, fuja rapidamente
Eu achei algo que faz as borboletas cantarem em silêncio
Eu queria falar que eles nuncam tentaram certo
Que eles estão usando errado
No farfalhar das arvores, a brisa tece sua melodia
Os sentimentos se concentram nos olhos e o avermelham
O instante se dilata no peito e o acalma
Aprenda a ouvir a doce sifonia do silêncio
Você gostaria de tentar, apenas experimentar?
Mas antes de perder a consciencia e começar a sonhar
Entenda o que há que te leva a imaginar

André Araujo Ribeiro

219 # Fetiche

 Fetiche

Você tem um fetiche por mim
Você deseja o que há em mim
E seu olhar rasteja em minha direção
Seus pés vêm ao me encontro
E quando eu desço e te olho
Quando eu me movo e te olho
Eu vejo uma chama te incinerar
Te machucar devagar a queimar
Você me deseja? Você quer me ter?
O imaginado faz a saliva cair
E o gosto do que se quer sentir
Se espalha, é radioativo

Você tem um fetiche pelo meu amor
E as mãos, a curva , o decote, os lábios prensados
Você me quer bebê? Você anseia
Pensa, imagina, sonha
Você me quer bebê?
Você tem um fetiche pelo meu corpo
E quando eu desço e te olho
Quando eu me movo e te olho
O sol nasce na densa selva
E o vento se debate em tremor
Por tudo que é natural
Tente, tente coração
Sem parar, bem devagar
Talvez prove antes de dia terminar
Antes de eu fechar minha conta no bar
Você tem um fetiche pelo meu corpo
E chama arde devargazinho
Chamando todo o seu ser
Em direção ao meu

André Araujo Ribeiro

218 # O que será?

 O que será?


Você já sabe qual é
Enquanto você estiver vindo
Eu vou começar indo
Mas veja essa distancia
Que vai diminuindo
Eu tenho algo que te livra do conforto
No contato o instante se torna real
E com a ajuda do certo e doce veneno
O real e o instante se confundem
Entre olhos, pernas e lábios

Você já sabe qual é
Essa é minha onda, meu mundo
Há uma mágica no contato das peles
Uma faísca capaz de sustentar toda uma cidade
Mas eu sei que você já sabe disso, né?
O que eu estou tentando dizer
Que há como fazer essa brincadeira ficar melhor
Você já sabe qual é?

No uso do perigo certo
A alegria se confirma
E dissolve a duvida
E eles não entendem e não aceitam
Você já sabe qual é?
Eu gosto de quando você está louca
E vem subindo, se mexendo e me perdendo
Essa brincadeira que é tão falada
É melhor, muito melhor
Quando sua pupila dilata
E no instante você se perde
Entre seu corpo e o dela
E no instante você se perde
Entre o seu sentir nela

Você já sabe qual é
Quando você fica doida
Louquinha, chapada
Você se perde em si
E te procurar nesse emaranhado perturbado
É o desejo dilatado entre os instantes
De tirar o fôlego
Te achar em te procurar
Enquanto nos perdemos em viajar

André ArauJo Ribeiro

217 # O motor urgente

 O motor urgente


Meu motor geme ferozmente
Por sua vontade na minha
Você possui a chave
Permita-se, permita-se
Exija a força capaz de ranger os dentes
De ligar os músculos, as faíscas
Das veias que ligam todas as engrenagens

Ligue-me amor, permita-me
Eu não consigo ligar o motor sozinho
Quando você vai chegar, quando?
Algo maligno, sujo e necessário
Extremamente necessário
O instante do tempo que não se move
Abrace-me forte e sussurre

Sinergia momentânea instantânea
Não se assuste querida, ok?
É a urgência do momento que incinera
A alma, a pele, o peito
Meu motor ronca e libera fumaça
Quando você vai chegar, coração?

Me prenda gentilmente em suas algemas
Me escravize no seu desejo do instante
Libere-me do ardor que consome lentamente
São suas as chaves da ignição
Já é necessário, se fez necessário
O motor não se liga sozinho
Venha, faça seu trabalho diário

André Araujo Ribeiro

216 # O sonho dos vagabundos

 O sonho dos vagabundos


Nos meus cálculos diurnos
Eu te considero nas noites
E nos meus pensamentos obscuros
Eu te vejo entre as luzes
Eu sei que não sou do tipo pai
Mas nem viaja que não sou menino
Tenho minhas questões secretas
Tipo uns doces, plantas e remédios
E tem aquelas que todo mundo tem também
Mas você, não, você...
Você é do tipo de mulher
Que todo vagabundo quer

Não queria ser estranho e esquisito
Mas como que eu digo?
Que quero te comer
Sem te afastar, sem causar
Mas só de olhar pra elas
Eu não te vejo ali
Perdendo o seu charme
E por onde eu viajo
Eu te vejo ali
Mas não como as outras
Que me olham assim
Mas você, não, você...
Você é o tipo de mulher
Que todo vagabundo quer
Ou, sem me chamar
Seu olhar fica a me tragar
E com o que eu costumo usar
É uma onda o que fico a pensar
Sentir, imaginar, viajar
Mas como que eu digo?
Que quero te comer
Sem te afastar, sem causar
Te olhar assim, e não te ter aqui
Passar por ti, e não poder sentir
O que eu quero insistir

E o gosto do pensamento
Meche com os sentimentos
Como , como é que eu te digo?
Você é isso tudo, é assim mesmo
Você é do tipo de mulher
Que todo vagabundo quer

André Araujo Ribeiro