O sonho dos vagabundos
Nos meus cálculos diurnos
Eu te considero nas noites
E nos meus pensamentos obscuros
Eu te vejo entre as luzes
Eu sei que não sou do tipo pai
Mas nem viaja que não sou menino
Tenho minhas questões secretas
Tipo uns doces, plantas e remédios
E tem aquelas que todo mundo tem também
Mas você, não, você...
Você é do tipo de mulher
Que todo vagabundo quer
Não queria ser estranho e esquisito
Mas como que eu digo?
Que quero te comer
Sem te afastar, sem causar
Mas só de olhar pra elas
Eu não te vejo ali
Perdendo o seu charme
E por onde eu viajo
Eu te vejo ali
Mas não como as outras
Que me olham assim
Mas você, não, você...
Você é o tipo de mulher
Que todo vagabundo quer
Ou, sem me chamar
Seu olhar fica a me tragar
E com o que eu costumo usar
É uma onda o que fico a pensar
Sentir, imaginar, viajar
Mas como que eu digo?
Que quero te comer
Sem te afastar, sem causar
Te olhar assim, e não te ter aqui
Passar por ti, e não poder sentir
O que eu quero insistir
E o gosto do pensamento
Meche com os sentimentos
Como , como é que eu te digo?
Você é isso tudo, é assim mesmo
Você é do tipo de mulher
Que todo vagabundo quer
André Araujo Ribeiro
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