O motor urgente
Meu motor geme ferozmente
Por sua vontade na minha
Você possui a chave
Permita-se, permita-se
Exija a força capaz de ranger os dentes
De ligar os músculos, as faíscas
Das veias que ligam todas as engrenagens
Ligue-me amor, permita-me
Eu não consigo ligar o motor sozinho
Quando você vai chegar, quando?
Algo maligno, sujo e necessário
Extremamente necessário
O instante do tempo que não se move
Abrace-me forte e sussurre
Sinergia momentânea instantânea
Não se assuste querida, ok?
É a urgência do momento que incinera
A alma, a pele, o peito
Meu motor ronca e libera fumaça
Quando você vai chegar, coração?
Me prenda gentilmente em suas algemas
Me escravize no seu desejo do instante
Libere-me do ardor que consome lentamente
São suas as chaves da ignição
Já é necessário, se fez necessário
O motor não se liga sozinho
Venha, faça seu trabalho diário
André Araujo Ribeiro
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