Me chame do que você quiser
E quando o momento é necessário
Algumas coisas desnecessárias emergem
Aquilo que você engasga pra dizer
Aquilo que você gosta de pensar e não dizer
No escuro brota algo do abismo do seu ser
O desejo assassino de obter o que não é muito bem permitido
O seu joguinho dissimulado e invertido
Que em você tem muito sentido
Ela diz que você pode fazer o que você quiser
Você pensa de que nome chamar ela então
Ela diz que só vem se você a chamar
Que nome você engasga para não falar
Eu sou exatamente aquilo que você quer usar
Até o último momento você vai dissimular
Você não gosta de se mostrar assim, de se revelar
Então do que você quer chamar ela?
Viu mais te intriga e te desafia até você suspirar
Mas é seu papel dizer aquilo que ela quer ouvir
Eu não sabia que você era contido, inibido?
Em algum momento você realmente fala tudo aquilo que você sente?
Ela diz: Não para, countinua, continua a tentar
Você esconde muito bem aquilo que você não gosta de lembrar
Certo ai vai sua ultima chance para tentar
Ela pergunta: Do que você quer me chamar?
André Araujo Ribeiro
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