Horizonte
Eu olho para seus olhos como o mar
Você me afasta e me chama e me chama
O vento suspira no ar
Eu cravo meu remo na água
E te procuro, navego a te procurar
Eu me procuro, me acho para te entregar
E seu olhar me chama, o seu encantar
A areia, a areia, é banhada pelo mar
A água fica, constantemente, nela a tocar
A me embriagar, o seu olhar me contorna
Eu viajo sozinho na sua imensidão
E quando tudo fica escuro, a chuva começa a cair
Eu viajo sozinho na sua solidão
Cravo meu remo na água até te encontrar
O seu olhar me confronta e afronta e fica a me tentar
E o horizonte é onde nunca se pode alcançar
Nesse lugar o céu encontra o mar
O seu olhar insiste em me obrigar, a me levar
É vasto, oceânico e sem limites o seu olhar
É no horizonte dos seus olhos, o lugar que eu posso te encontrar
André Araujo Ribeiro
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